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# Recozimento

O recozimento pode ter objetivos diferentes, dependendo do material. Ainda assim, o processo base é o mesmo. Você aquece a peça impressa a uma temperatura específica por um período definido.

**Nylon da Polymaker**

Nylon é um polímero semicristalino. Nossos filamentos de nylon usam a tecnologia Warp-Free™. Essa tecnologia resolve uma das principais causas do empenamento: a cristalização.

O nylon é conhecido por ser difícil de imprimir por causa do empenamento. Durante a impressão, a formação rápida de cristais em cada camada gera muita tensão interna. Isso pode deformar a peça.

A tecnologia da Polymaker não apenas reduz essa tensão. Ela também melhora as propriedades mecânicas da peça. A tecnologia desacelera a taxa de cristalização do polímero. Isso impede a formação rápida de pequenos cristais dentro de cada camada. Em vez disso, o material forma cristais maiores entre várias camadas, porque há tempo para mais camadas serem depositadas antes da cristalização. Esses cristais entre camadas também aumentam bastante a adesão entre camadas. Esse é um dos motivos pelos quais recomendamos recozer a peça após a impressão. O recozimento garante que a peça atinja o maior grau possível de cristalinidade, oferecendo as melhores propriedades térmicas e mecânicas.

Isso significa que, com nossos nylons, você não precisa correr para colocar a peça no forno assim que a impressão terminar. Essa urgência vale mais para policarbonato, como explicamos abaixo. Você pode colocar a peça no forno quando for conveniente. Só tenha em mente que, após o recozimento, o nylon ficará seco e depois passará por recondicionamento de umidade aos poucos. Saiba mais sobre isso [aqui](/polymaker-wiki/polymaker-wiki-pt/dicas-de-impressao/pos-processamento/condicionamento-de-umidade.md).

Cada nylon tem recomendações de recozimento um pouco diferentes, mas no geral sugerimos `80–100˚C` por `6–16 h`. Isso permite que o nylon cristalize por completo.

Se a peça tiver paredes muito finas, recomendamos recozimento em areia ou sal. Isso ajuda a evitar empenamento ou deformação nessas áreas finas. O processo consiste em colocar a peça no centro de um recipiente cheio de areia ou sal. Isso ajuda a manter as dimensões durante o recozimento.

Outra opção é o aquecimento gradual. Divida o recozimento em duas etapas. Primeiro, mantenha a peça em uma temperatura `20–30˚C` abaixo da temperatura final por um período. Depois, eleve lentamente até a temperatura final recomendada. Isso reduz o risco de aquecimento brusco e concentração de tensões internas.

O recozimento também pode causar uma leve contração nas peças de nylon, como mostramos na página de [condicionamento de umidade](/polymaker-wiki/polymaker-wiki-pt/dicas-de-impressao/pos-processamento/condicionamento-de-umidade.md).

**Outros polímeros cristalinos**

Explicamos a diferença entre polímeros amorfos e semicristalinos na página de [Ciência dos materiais](/polymaker-wiki/polymaker-wiki-pt/dicas-de-impressao/ciencia-dos-materiais.md).

Alguns materiais, como o nylon citado acima, não atingem cristalização total sem recozimento. Isso não acontece por causa da nossa tecnologia. É uma característica do próprio material.

Materiais como Fiberon™ PPS-CF10 e Fiberon™ PET-CF17 são semicristalinos. Por isso, eles não atingem sua resistência térmica máxima sem recozimento. Cada um tem recomendações próprias na respectiva página do produto, com mais detalhes no FAQ.

Esses materiais talvez não se beneficiem tanto do aquecimento gradual em peças pequenas quanto o nylon. Para peças pequenas ou com paredes finas, sugerimos o recozimento em areia ou sal explicado acima.

Outros materiais semicristalinos também podem ser recozidos, mas não temos ajustes gerais para recomendar. O recozimento sempre traz risco de deformar a peça ou alterar suas dimensões.

**Policarbonato**

Policarbonato é um material amorfo que gera muita tensão interna ao ser forçado por um orifício pequeno, como o bico. Você pode entender melhor essa formação de tensão na página de [Ciência dos materiais](/polymaker-wiki/polymaker-wiki-pt/dicas-de-impressao/ciencia-dos-materiais.md).

Na prática, o policarbonato gosta de ser impresso em um ambiente muito quente para esfriar abaixo da temperatura de transição vítrea o mais lentamente possível. Se ele esfriar rápido demais, é muito provável que as camadas trinquem e descolem.

Por isso, o melhor cenário para imprimir policarbonato é uma impressora com câmara aquecida, onde o ar ambiente fique acima de `90˚C`. Depois da impressão, o ideal é manter essa temperatura por `2 h` antes de deixar a peça esfriar lentamente até a temperatura ambiente. Esse ar mais quente desacelera a liberação de tensões internas e reduz o risco de delaminação.

Como a maioria dos makers não tem uma câmara aquecida acima de `60˚C`, o recozimento passa a ser necessário logo após a impressão em PC. O forno deve estar ajustado para `90˚C` e já estabilizado antes do fim da impressão. Assim que a peça terminar, leve-a direto para o forno.

Esse tipo de recozimento tem um objetivo bem diferente do recozimento aplicado aos polímeros semicristalinos acima.

Em alguns casos, você pode precisar transferir a peça junto com a mesa de impressão. Remover a peça de uma mesa ainda muito quente pode ser difícil ou até impossível.

Deixe a peça no forno por pelo menos `2 h`. Depois, deixe o forno esfriar lentamente até a temperatura ambiente antes de remover a peça. Esse tempo extra a `90˚C` ajuda a peça a esfriar bem devagar e manter a adesão entre camadas.

**Recozimento de outros materiais amorfos**

Materiais amorfos como ABS, ASA e PETG não ganham tanto com recozimento quanto os polímeros semicristalinos. O processo é mais eficaz em materiais semicristalinos, onde estruturas cristalinas podem se desenvolver ou se reorganizar.

Nos materiais amorfos, os principais benefícios são estabilidade dimensional e redução de tensões residuais, como explicamos acima no caso do policarbonato.

Não temos recomendações diretas para recozer materiais amorfos além de PC. Ainda assim, se você quiser testar, sugerimos usar uma temperatura baixa, logo abaixo da transição vítrea do material, logo após o fim da impressão. Por exemplo, `~70°C` para PETG e `~95°C` para ASA. Isso ajuda a reduzir tensões residuais sem distorcer a peça.

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